Canela Passado a Limpo

Colecionador lança seu livro no dia 11 de fevereiro
O colecionador Antônio Olmiro dos Reis realiza no dia 11 de fevereiro a partir das 18h30min, o lançamento do seu segundo livro “Canela Passado a Limpo”. O livro tem 240 páginas e são artigos publicados em um jornal local e transformados em uma coletânea, patrocinado pela Mãos do Mundo e com financiamento da LIC (Lei de Incentivo à Cultura), da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul.

Conversar com Olmiro é fazer uma viagem ao passado, depois de três décadas de estudos sobre o município de Canela, o gráfico, 69 anos, pode dizer que conhece e muito as raízes do lugar onde vive. Dezenas de álbuns e caixas com acervo que colheu desde 1979 estão por todos os recantos de suas casa, e foram imprescindíveis para compor uma obra literária sobre o desenvolvimento canelense. “Quando eu era jovem, sentia curiosidade em saber mais sobre o passado de Canela. Só se falava em história da América, do Brasil e um pouco do Rio Grande do Sul na escola, mas nada da localidade” ressalta.

Talvez a frustação de Olmiro tenha originado o que hoje se traduz em uma verdadeira linha do tempo de Canela. Com os amigos Pedro Oliveira e Marcelo Wasem Veeck, eles conseguiram fazer uma pesquisa completa para publicar o livro “Canela, por muitas razões”, já em sua segunda edição.

O material arrecadado com antigos moradores da cidade é resultado de centenas de entrevistas e viagens em busca de respostas para alcançar seu objetivo. “Sempre pensei o quanto é importante resgatar fatos da nossa história, deixando uma contribuição para futuras gerações” confessa Olmiro.

O colecionador também relata que recebe muito material de pessoas anônimas que viram alguém, na maioria das vezes, colocar no lixo “alguma coisa velha” e por isso recolhem e levam até ele. “Numa destas doações tinha no material o primeiro livro caixa da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes” conta.

A coleção
Olmiro fala que suas primeiras figurinhas se perderam no tempo, restando hoje apenas lembrança. Por outro lado, hoje ele tem também, ale das pilhas de imagens de Canela, acervos de postais de artistas de cinema, cartazes de filmes, bolachas de chope (aquelas para descanso do copo), etiquetas, postais de papas, charges do personagem Amigo da Onça, estampas de sabonete, reportagens sobre miss Brasil, postais de trens Maria –Fumaça, rótulos de cachaça, fotos Simca Chambord e até santinhos de candidatos municipais.

Acervo no Centro de Memória de Canela
Olmiro doou ao Centro de Memória do Trabalho de Canela (CMTC) todo o seu acervo digitalizado. Localizado no Prédio Auxiliadora, sala118, o centro é definido como uma instituição sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal promover a preservação da documentação e do Patrimônio Histórico e Cultural do município.

Fonte: Prefeitura Municipal de Canela

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